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segunda-feira, 28 de março de 2016

Cigano Juan Pablo de Castañeda

O nome "Juan" era muito comum entre nosso povo e da mesma forma o nome "Pablo". Entre nós era normal recebermos dois nomes de batismo. Um nome indicava a origem materna e o outro nome a origem paterna. Ou seja: Juan, provinha de "Casa de Juan" ou dos devotos de São João Batista como era o caso de minha família paterna. São João Batista, aquele que anunciou e batizou Jesus, era muito querido por nosso povo. Pablo provinha da "Casa de Pablo" ou dos devotos de São Paulo, o grande guerreiro de Cristo e representava a minha família materna.
Nós éramos seguidores da tradição judaico-cristã, mas respeitávamos nossos antepassados e seguíamos as tradições da Igreja Ortodoxa Oriental. Isso destoava do que a Igreja Tradicional pregava na época, pois haviam as Guerras Santas e a disputa por territórios. Nossa família era de uma linhagem conhecida na Síria Tradicional, mas devido às perseguições aos Cristãos, nos mudamos para a Europa. Os árabes eram mouros e a maioria dos europeus eram cristãos. Nossa família estava dividida em uma guerra onde éramos "árabes" expatriados, não-mouros e com premissa cristã. Explico tudo isso para que vocês entendam como era difícil viver naquela época, onde não seguíamos a tradição da Pátria Muçulmana, mas não éramos considerados Cristãos.
Meu pai trabalhava com o comércio da madeira do castanheiro e por isso seu sobrenome passou a ser Castañeda. Quando minha família se mudou para a Europa eu era um adolescente e passei a auxiliar meu pai em seu ofício. Também comercializávamos jóias e outros artefatos. Viajávamos constantemente para evitar perseguições, pois assim evitariamos qualquer elo com as pessoas locais. Isso impedia que elas soubessem sobre nós ou nossas vidas.
Cresci entre muitos países,  conheci muitas culturas, mas nenhuma tão profunda e vasta quanto a nossa. Durante uma dessas viagens conheci a Cláudia Soares, com quem me casei anos mais tarde. Apesar de não ter nascido cigana, ela foi adotada pelo meu povo após a morte de seus pais. Nossa vida foi muito boa, mesmo enfrentando dificuldades e perseguições.  Mas, outra hora contarei sobre minha vida conjugal e o final de minha existência como "gitano". Hasta brevedad!

sábado, 18 de julho de 2015

CIGANA LETICIA

Cigana Letícia, é que se trata de uma Entidade muito alegre e positiva. Gosta das pessoas sinceras e honestas. Trabalha com punhais dourados, pedras coloridas, baralho e essências. Não tolera desrespeito, pois quando isso acontece, torna-se agressiva.
Sempre com um sorriso nos lábios, faz da sua experiencia de vida, um caminho para auxiliar seus consulentes.
Foi uma Cigana muito rica, por conta de uma herança deixada por seu pai (que não era cigano). Pois sua mãe foi excluída do Bando quando  engravidou. Sem destino, sua mãe, passou a vender o pouco que conseguira levar quando expulsa do Bando. Daí em diante, trabalhou em várias casas em troca de comida e dormida. Seu pai antes de morrer, deixou um testamento, onde garantia a Letícia metade de todos os seus bens. Nessa época Letícia tinha por volta de 14 anos, e foi sua mãe quem administrou tudo até sua maior idade. Aos 17 anos Letícia fica órfã e seu padastro rouba-lhe tudo, fugindo para destino desconhecido. Compadecidos com o triste destino da menina, um casal de empregados, oferece-lhe moradia. Letícia então passa a viver com eles. E juntos passam a trabalhar em garimpo. Numa madrugada de lua cheia, Letícia sonha com seu pai que lhe pede para ir ao garimpo, levando sua peneira e garimpe num aluvião próximo ao pé de um tamarindeiro (sua fruta preferida). Para sua surpresa, após algumas garimpadas, eis que Letícia se depara com duas lindas pepitas de ouro. Muito esperta e sagaz, sabe fazer essa pepeitas lhe renderem um ótimo lucro. Deste lucro, Letícia passa a negociar com os garimpeiros e torna-se uma grande comerciante de ouro. Seu nome foi lenda por muitos e muitos anos.
Uma boa oferenda pra Letícia do Ouro, para se ter prosperidade é o seguinte: Embaixo de uma árvore frondosa (se for tamarineiro, melhor ainda) estenda um pano dourado, escreva em um papel branco o nome PROSPERIDADE, sete vezes, com caneta azul. Cubra tudo com folhas de hortelã e pulverise com açúcar cristal. Por cima, ponha um espelho redondo, neste espelho, pingue algumas gotas do seu perfume (o que você usa diariamente ou o que mais gosta). Prepare um buquê com flores 'sempre-vivas', margaridas e rosas ou flores amarelas. Faça um laço bem bonita com fita azul acetinada. Em volta despeje licor de tamarindo ou de pêssego (um copo é o bastante).Reze um pai nosso e ofereça a Cigana Letícia. Não é necessário acender velas. O restante do licor deixe na garrafa e leve para sua casa, e todas as quintas-feiras ou domingos, coloque um pouco desse licor em um cálice de vidro, com seu nome escrito em um pedaço de papel e na frente a palavra PROSPERIDADE. Ex: Eni ... PROSPERIDADE. Acenda uma vela amarela e outra azul, reze um pai nosso e ofereça para seu Anjo da Guarda.

sábado, 20 de junho de 2015

Cigana da Luz



Cigana da Luz

Essa cigana trabalha na vibração de Oxalá.

Sempre feliz em ajudar, transmite muita paz e confiança aos que a ela recorrem.

Peça serenidade e sabedoria para fazer suas escolhas, tomar suas decisões e seguir o seu caminho.

Peça que ajude a mudar o que pode e deve ser transformado e a ter fé e resignação para passar pelas circunstâncias que você não pode alterar.

Oferendas em todos os lugares belos e limpos da natureza, sempre antes das 18:00 horas.

Pode ser composta por vela branca, rosa branca e água mineral

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cigana Sulamita


Adora trabalhar só com frutas e com folhas dos pés das mesmas frutas. Faz sua magia com folhas de maçã, para o amor, folhas de pêra, para a saúde; folhas de uva, para união; folhas e flores de mamão, para afastamentos;umbigo de banana, para feitiços; folhas de fruta-do-conde, para aproximação; folhas de laranja, para acalmar fúrias; folhas de caqui, para tirar o mal.
Ela gosta de trabalhar com a floresta, jogando nela as folhas secas, conforme o problema de cada um.
Sua pedra preferida é o quartzo-citino, amarelo-ouro.
Ela faz uma amarração para o casamento colocando um pedaço desse cristal em cima de cada uma das folhas de maçã, fruta-de-conde, e uva verde com que trabalha; depois joga por cima flores de laranjeira.
Ela afirma que o casamento sai antes de três Luas cheias.
Sulamita, que Bel-Karrano ilumine muito seu espírito, para que você possa ajudar que precisa de sua ajuda.
Referências
  • Texto extráido do livro Mistérios do Povo Cigano - Autoras: Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira

Cigana Sarita



Exu Caveira
Preconceito esse tão grande e revestido de tamanha ignorância que certamente muitas vezes seria tratada como verdadeiro "demônio" sendo expulsa como tal. Mesmo assim, sabia que teria que atuar dentro da lei e ignorando tudo isso, trabalhar com muito amor, auxiliando os encarnados a se curarem das mazelas, pois só assim curaria as suas que estavam impressas em seu átomo primordial, carecendo de urgente reparo.
Sarita acordava sentindo o cheiro das flores que trazido pelo vento que balançava a alva cortina da janela. O sol estava radiante lá fora e embora ela já estivesse sentindo-se bem melhor, ainda não tinha coragem de sair da cama. O quarto aconchegante na sua simplicidade, era convidativo ao descanso.
Absorta em seus pensamentos, nem percebeu a presença do enfermeiro que entrara com o seu desjejum e que parado a observava. Olhava os pássaros que pulavam de galho em galho num festival de alegria, como a saudar a vida, quando foi desperta pelo " bom dia" de Raul.
Oh...desculpa eu estava distraída.
Encontrá-la acordada é muito bom. Vamos ao desjejum pois hoje nós vamos levantar desta cama e ensaiar os primeiros passos no seu novo mundo.
Não me sinto capaz de caminhar ainda. Na verdade não sinto minhas pernas.
Sarita, já conversamos sobre isso. É apenas impressão trazida no seu corpo mental. Você só precisa tomar uma decisão firme que quer caminhar e assim se processará. Essas pernas que te acompanharam além túmulo são saudáveis. Foram longos anos de dor e sofrimento, mas agora tudo acabou, é preciso que se conscientize disso e reaja.
Com a paciência e disciplina de um instrutor, Raul conseguiu com que Sarita desse seus primeiros e cambaleantes passos. E em poucos dias entusiasmada com a beleza do local, esqueceu da suposta limitação e já caminhava feliz por aquele maravilhoso jardim, que mais parecia um bosque.
Passara-se alguns anos do calendário terreno desde essa época e Sarita lembra-se ainda emocionada de sua história triste com final feliz. Não havia como não recordar, especialmente agora que estava em treinamento naquela colônia espiritual para assumir um trabalho junto aos encarnados. Apreensiva lembrava da manhã em que foi convidada a freqüentar os bancos escolares, por seu " mestre-anfitrião".
Como estivesse já ambientada com o local e sabedora de como eram distribuídas as funções de acordo com a afinidade e principalmente necessidade de cada espírito, sabia perfeitamente que não seria chamada ao trabalho de "anjo-de-guarda" , mas tendo a certeza de que suas funções se dariam no plano terreno, isso a atemorizava um pouco, pela experiência da última encarnação.
No curso, os ensinamentos todos recebidos eram perfeitamente adaptados ao aluno de acordo com as experiências trazidas e no final deste, Sarita não tinha mais dúvidas. Trabalharia nas fileiras da nova religião que se instalava no país onde vivera sua última encarnação, a umbanda.
Pelo seu conhecimento magístico mal aproveitado, teria que direcioná-lo agora para se fazer cumprir a lei. Em breve seria apresentada ao médium com quem trabalharia como Pomba Gira, mas de antemão já sabia que embora ele fosse umbandista, tinha preconceito com essas entidades. O desafio recomeçava.
Olhando a lua que bailava por entre as estrelas, Sarita deitada sobre a relva meditava, fazendo uma retrospectiva de sua última encarnação. Lembra-se de sua infância feliz vivida junto de muitas outras crianças, naquela vida nômade que levava sua trupe.
A adolescência onde seus "dotes" ou poderes mágicos se acentuaram e quando começou a ser a cigana mais requisitada para ler as mãos das pessoas. Sua tenda, onde quer que estivessem, sempre tinha freguês certo e era dela que vinha a maior renda para a sobrevivência do grupo todo.
Após febre muito forte sofrida em função de uma infecção adquirida, Sarita sentiu que seus "poderes" de adivinhação haviam sumido, mas de maneira alguma deixou aparentar isso ao grupo ou a quem fosse e daí em diante passou a fingir e cobrar mais caro por isso. E o dinheiro fácil passou a entusiasmá-la e como sempre fora muito vaidosa, agora podia se cobrir com as jóias mais caras e deslumbrantes e vestir-se com as sedas mais finas.
Tornou-se a cigana mais respeitada e logo assumiu o comando do grupo. A ternura angelical daquela jovem agora desaparecia, dando lugar a um radicalismo quase maldoso quando agia em defesa dos seus. Seu povo era muito perseguido e discriminado naquelas terras e isso fazia com que Sarita procurasse ganhar muito dinheiro e para tal não media conseqüências, para com isso adquirir poder se impor diante das perseguições.
Numa emboscada que se fez passar por um acidente, Sarita desencarnou deixando seu povo sem líder e desesperado. A dependência de seu povo era tamanha que não sabiam mais pensar sozinhos e a morte daquela cigana a quem consideravam quase uma deusa os pegou desprevenidos.
E nesse desespero buscavam a ajuda do espírito de Sarita, pois acreditavam que agora virara santa e que certamente, mesmo do outro lado, ela não desampararia seu povo.
Em função disso criaram cultos e os peditórios foram aos poucos, se espalhado além do povo cigano e o túmulo de Sarita virou santuário, com filas enormes de pessoas que se aglomeravam em busca dos milagres.
Ignorando a realidade do lado espiritual, não sabiam o mal que estavam fazendo aquele espírito que desesperado se via fora do corpo carnal, mas grudado nele, sentindo sua deterioração.
Em desespero total e agarrada as suas jóias com as quais foi sepultada, Sarita pedia socorro. Os amparadores espirituais lá estavam querendo ajudá-la, mas ela sequer os enxergava dentro do seu desespero e revolta pelo acontecido.
Ouvia toda a movimentação que se fazia fora de seu túmulo e por mais que gritasse, ninguém a ouvia. Se existia inferno, o seu era esse. Tudo aquilo durou longos e tenebrosos anos, até o dia em que seu túmulo foi assaltado durante a noite e os ladrões levaram suas preciosas jóias. Em desespero, assistindo a tudo, nada podia fazer, restando-lhe apenas um monte de ossos.
Só então se deu conta de sua verdadeira situação e lembrou do que sua mãe a ensinara quando pequena sobre a vida após a morte. A lembrança de sua mãe a fez chorar, implorando que ela viesse tira-la daquele sofrimento. Depois disso desacordou e só depois de muito tempo hospitalizada no mundo espiritual é que acordou, sabendo do isolamento que se fizera necessário em função das emanações vindas da terra, por causa de sua falsa "santificação"
Seu povo agora usava a imagem da idolatrada Sarita em medalhas que eram vendidas como milagreiras, além de manter seu túmulo como verdadeiro comércio visitado por caravanas vindas de lugares distantes. Lembrava do dia em que, já curada e equilibrada pode visitar aquele lugar junto com seus amparadores, para seu próprio aprendizado, bem como das palavras sábias de seu instrutor:
Filha, o mundo ainda teima em manter os mercadores do templo. Criam-se os milagreiros que após o desencarne passam a ser santificados de maneira egoísta e mesquinha, preenchendo o vazio que a falta de uma fé racional se faz no coração dos homens. Mentiras mantidas por pastores que visando o brilho do ouro, traçam caminhos duvidosos e perigosos para suas ovelhas, dando com isso, imenso trabalho à espiritualidade deste lado da vida. Criam uma farsa que é mantida pelo desespero de pessoas ignorantes e sofredoras, obrigando-nos a formar verdadeiros exércitos de trabalhadores com disponibilidade de atendimento a essas criaturas. Mesmo assim, por mais errado que seja esse tipo de atitude, a Luz o aproveita para auxiliar os necessitados mantendo ali um pronto socorro. E fora o sofrimento do espírito "santificado" que se vê vivo e impotente do outro lado, aliado a distorção comercial, esses lugares servem para que muitos espíritos encontrem ali o portal de retorno.
Sarita tentando manter o equilíbrio e as emoções, via o intenso movimento de espíritos trabalhadores, socorrendo os desencarnados que vinham em bando junto aos romeiros e observava pela primeira vez como aconteciam os chamados milagres.
Uma senhora chorosa, ajoelhada ao pés do túmulo implorava pelo espírito de Sarita a cura de sua filhinha que estava ficando cega devido a uma doença rara que exigia cirurgia caríssima, longe de suas possibilidades financeiras.
A fé dessa mulher e o a amor por sua filha eram tão intensos que de seu cardíaco e de seu coronário exalavam chispas luminosas que se perdiam no ar. Ao seu lado, dois espíritos confabulavam analisando uma ficha com anotações e logo em seguida um deles, colocando a mão sobre a cabeça da mulher transmitiu-lhe vibrações coloridas que a acalmaram, intuindo-a a ter a certeza de que seu pedido seria atendido. Deixando algumas flores sobre o túmulo ela se retirou.
Curiosa, foi ter com os dois jovens, querendo saber o que realmente acontecia nesses casos.
Minha irmã, analisamos cada caso e dentro do merecimento de cada espírito e de acordo com a fé e sinceridade de propósitos, sempre respeitando a lei e o livre-arbítrio das criaturas envolvidas, procuramos auxiliar. Essa senhora será procurada por um grupo de estagiários de medicina que mesmo como cobaia de seus estudos, levarão sua filha a cirurgia de que necessita, retornando a ela a visão.
Ah, e certamente isso será atribuído a mim como mais um milagre.
A você? - indagou contrariado um dos jovens.
Sim...ah, me desculpem, não me apresentei. Sou a própria, a cigana Sarita.
Nossa, que surpresa!!! Muito prazer! Não é todo dia que se conhece uma "santa", brincou o outro.
Com um sorriso amarelo, Sarita tentou em vão desconversar, pois agora a curiosidade deles era maior do que a dela em saber detalhes de como tudo isso havia ocorrido. E longe dali, em lugar mais propício, junto a natureza eles trocaram válidas experiências.
Mas agora tudo isso eram lembranças. Aquele espírito em cuja última encarnação terrena viera como uma cigana que se chamava Sarita, agora no mundo espiritual se comprometia e assumir um trabalho difícil no qual sentiria de perto, novamente o preconceito dos seres humanos.
Preconceito esse tão grande e revestido de tamanha ignorância que certamente muitas vezes seria tratada como verdadeiro "demônio" sendo expulsa como tal. Mesmo assim, sabia que teria que atuar dentro da lei e ignorando tudo isso, trabalhar com muito amor, auxiliando os encarnados a se curarem das mazelas, pois só assim curaria as suas que estavam impressas em seu átomo primordial, carecendo de urgente reparo.
Enquanto seu médium girava no terreiro ecoando uma gargalhada que avisava a chegada de pomba gira cigana, romeiros continuavam buscando no túmulo da Santa Cigana Sarita, o milagre que ignoravam residir apenas dentro deles mesmos.
Referências
  • História contada por Vovó Benta inserida no livro Causos de Umbanda II - no prelo - Editora do Conhecimento

Cigana Salomé do Egito


Com cabelos longos e ondulados, e olhos profundamente negros e amendoados, Salomé traz em sua cabeça um adorno de ouro que ganhou de seu pai e no pescoço um cordão de ouro herança de sua mãe.
Sua voz é doce, mas sua palavra é de ferro, pois sabe mandar, mas ao mesmo tempo acolhe seus protegidos com amor e carinho, e os livra de muitas perseguições, pois esta cigana é justiceira, e luta por quem nela tem fé.Esta cigana é maravilhosa,a beleza de Salomé era marcante e exótica.
Excelente vidente, e tiradora de cartas era sempre procurada também por suas magias fortíssimas para união de casais que se amavam,. mas que estavam separados, para devolver a saúde à pessoas doentes, etc, e Salomé sempre ganhou muitas jóias de moedas de ouro que foram guardadas em um baú que era só dela.
Quando Salomé morreu, o povo do povoado onde nasceu lamentou muito a sua partida, pois ela se fez muito querida, e sempre passava por lá com a sua caravana, até o dia de sua morte.
Após o seu falecimento,o espírito de Salomé recebeu muitas e muitas orações de agradecimento, e sua alma iluminou-se de tal modo que aqueles que tem o dom de vidência logo a reconhecem pela luz que se manisfesta à distância, e o cheiro de jasmins frescos do campo.
Salomé cuida muito bem de seus protegidos, mas não admite mentiras ou traições, pois é muito justa. Quem tem esta cigana na aura, é extremamente intuitiva, e tem tendências a explosões de humor. Bem, a cigana Salomé tem uma força espiritual muito grande, desde menina era vidente e clarividente (ouvia espíritos), antepassados que lhe mostravam tudo o que deveria aprender.
Encantadora, muitos homens se apaixonaram por ela, ciganos ou não, e ela sempre ganhava muitos presente por sua beleza, mas era muito desconfiada e não entregava o seu amor à ninguém.
Salomé amou uma única vez na vida, mas o seu amor morreu primeiro que ela, lhe deixando muitas saudades, muita dor...
Dona de uma vontade de ferro quando batia o pé, nada a o movia do que queria, mas também profundamente justa, e tinha muita compaixão por idosos e pessoas doentes, e adorava crianças. Salomé era muito procurada pela força de sua magia, e ganhou muitas moedas de ouro e jóias por resolver problemas de amor, doença, e unir casais que se amavam mas que estavam separados.
Salomé detesta pessoas mentirosas e falsas e mais ainda pessoas "espertalhonas" que gostam de lesar os outros. Salomé inspira meiguice, mas tem palavra de ferro quando quer.
Suas cores são: amarelo, dourado, marrom, laranja,cobre,o amarelo claro, areia, e seus horários são sempre após o sol se por, pois ao por do sol, Salomé tem saudades de seu amor.
Espírito iliminado, alguns médiuns sentem a sua presença, com o perfume de jasmins do campo que acompanha a sua linda alma, de uma impressionante luminosidade.
Sua flor favorita é o jasmin e a rosas branca, em suas mãos, geralmente se vê uma flor de jasmin branco, ou um ramalhete de jasmins.
Tem a aparência de uma menina, e a sabedoria de uma mulher idosa, lindo espírito!!!

Cigana da Estrada



Pomba Gira Cigana da Estrada
Esta entidade queridíssima e respeitada dentro dos terreiros de Umbanda, quando chega ao mundo vem sempre sorrindo e dando gargalhadas, mostrando que sua vinda no astral é tão alegre quanto o seu tempo aqui na terra. Pomba-Gira da Estrada gosta de trabalhar para o amor e para trazer o pão (dinheiro) a quem a sua ajuda precisa. Tudo ela faz com satisfação e alegria, mais como toda a cigana... gosta de bons agrados... pulseiras, anéis, perfumes e lenços coloridos... Gosta de receber suas oferendas e pedidos nas Campinas das estradas... pode ser nas segundas ou sextas-feiras de lua cheia para trabalhos de amor e na lua crescente para trabalhos de dinheiro... Peça com fé e respeito que pomba-gira da Estrada vem alegre para lhe ajudar!
" Vinha caminhando a pé para ver se encontrava uma cigana de fé... Ela parou e leu minha mão... me disse toda a verdade... eu queria saber a onde mora a pomba-gira cigana!"
Sarava cigana da Estrada!

terça-feira, 2 de junho de 2015

CIGANO VLADIMIR



Este cigano é "do mundo"!
É protetor do trabalho, consola e ajuda à todos os que estão momentaneamente sem ele.
Cigano imperioso e trabalhador, gosta das coisas boas da vida, que depois do trabalho seriam:
mulher, mulher e mulher, depois música e comida.
Responsável, falante e guerreiro, os que não tem medo de lutar podem ir até ele.

CIGANO VLADIMIR, UM POUCO DA SUA HISTÓRIA

A mesma observação que por algumas vezes fiz, fica valendo aqui, ou seja, são inúmeras as interpretações dadas para a vida dessa magnânima
Entidade Espiritual chamada Vladimir.
Um Cigano que tem seu nome respeitado e talvez ao lado de Santa Sarah seja a Entidade mais cultuada dentro da chamada Linha do Oriente ou Povo do Oriente.
Por essa sua popularidade e mais que tudo como gratidão ao seu bondoso Espírito, sempre protetor e amigo em nossa vida pessoal, é que resolvi falar um pouco dele aqui.
Escolhi duas das histórias mais correntes:

a primeira versão, muito antiga por sinal e que corre de boca em boca, diz que Vladimir apaixonou-se perdidamente uma Cigana de sua Tribo, só que esse sentimento pela tal Cigana também surgiu dentro do coração de seu irmão.
Para decidir a questão, o irmão de Vladimir propôs um duelo em que ambos disputariam a amada.
Para não fugir à tradição, conta-se que Vladimir aceitou a proposta e dirigiu-se então para o tal duelo, porém, na hora exata de desfechar o golpe, percebeu ele que levaria vantagem, só que essa vantagem significava a possibilidade de matar o próprio irmão.

Aí então, Vladimir tem uma reação totalmente surpreendente para todos que assistiam o duelo, ou seja, não agrediu, ao contrário, não esboçou qualquer reação e assim então, acabou sendo apunhalado pelo próprio irmão, caindo morto em seguida.
A continuidade da história tem um desfecho um tanto quanto trágico, pois a tal Cigana vendo seu amado caído no chão, morto com um punhal cravado no peito, caiu por sobre seu corpo e chorando retirou o punhal do peito de Vladimir, cravando-o em seguida em seu próprio peito, ato este que culminou também em sua morte.
Outra versão, essa enviada por uma amiga e pesquisadora de Cultura Egípcia e Cigana.

Segundo essa amiga a versão a seguir chegou até ela contata por uma Cigana mesmo, ou seja pessoa de etnia Cigana.
Conta-se que o Cigano Vladimir era de origem eslava (Indo-Européia) e que se apaixonou perdidamente por Esmeralda, que assim a chamavam por gostar de trabalhar em magia de cura com pedras verdes (a pedra Esmeralda é verde e também utilizada em cura!) e também gostava desta pedra para o seu uso pessoal, por isto esse apelido; mas ela se casou com outro, pois já estava prometida.
Vladimir se desesperou e começou a beber descontroladamente.
Mais tarde, um pouco conformado, mas ainda apaixonado, passa a trabalhar com magia para unir os casais.

Muitos anos depois, com eles já um pouco idosos, eles se unem, mas ficam pouco tempo juntos, pois ela logo morre.
Seja de que forma for queridos leitores, o fato é que Vladimir é hoje uma Entidade de muita luz, sempre evocada com muito carinho por todos os amantes da Cultura Cigana, principalmente por aqueles que mantém algum tipo de ligação, volto a dizer, com as gloriosas Entidades Espirituais Ciganas, hoje brilhando como pontos luminosos, na Estrada de Estrelas do Espaço Infinito.

Era moreno-claro, de olhos e cabelos pretos.

SUAS ROUPAS
Wladimir usava roupas diferentes, conforme a fase da lua.
O detalhe constante nessas roupas é que a calça era sempre da mesma cor do colete de veludo que ele vestia por cima da blusa.


Na Lua cheia, ele usava blusão vermelho com colete e calça azul-turquesa;

na Lua crescente, blusão branco, colete e calça brancos rebordados com fios de prata;

na Lua nova, blusão azul-turquesa, colete e calça vermelhos rebordados com pedras coloridas; e

na Lua minguante, blusão branco de mangas compridas, colete e calça marrons e uma faixa branca na cintura.
Em todas as fases da Lua ele usava na cintura uma faixa branca, na qual trazia o seu punhal de prata.

SEUS ADEREÇOSOS

lenço que Wladimir usava na cabeça era de cores diferentes, conforme a fase da Lua.Era azul na Lua cheia, branco no quarto crescente e vermelho na Lua nova.
Na orelha esquerda ele trazia uma argola de ouro e, no pescoço, um cordão de ouro com um medalhão antigo de seu clã.

SUA MAGIA

O Cigano Wladimir aprendeu a tocar violino com seis anos de idade.
Hoje, quando chega à Terra como espírito,pede logo o seu violino e começa a tocar antigas músicas eslavas.

Um detalhe importante:

quem tem esse Cigano na aura não precisa saber tocar violino, pois, ao chegar, ele traz a essência da música.
Esse é o mistério de Wladimir.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

CIGANA LETICIA

 Cigana Letícia, é que se trata de uma Entidade muito alegre e positiva. Gosta das pessoas sinceras e honestas. Trabalha com punhais dourados, pedras coloridas, baralho e essências. Não tolera desrespeito, pois quando isso acontece, torna-se agressiva.
Sempre com um sorriso nos lábios, faz da sua experiencia de vida, um caminho para auxiliar seus consulentes.
Foi uma Cigana muito rica, por conta de uma herança deixada por seu pai (que não era cigano). Pois sua mãe foi excluída do Bando quando  engravidou. Sem destino, sua mãe, passou a vender o pouco que conseguira levar quando expulsa do Bando. Daí em diante, trabalhou em várias casas em troca de comida e dormida. Seu pai antes de morrer, deixou um testamento, onde garantia a Letícia metade de todos os seus bens. Nessa época Letícia tinha por volta de 14 anos, e foi sua mãe quem administrou tudo até sua maior idade. Aos 17 anos Letícia fica órfã e seu padastro rouba-lhe tudo, fugindo para destino desconhecido. Compadecidos com o triste destino da menina, um casal de empregados, oferece-lhe moradia. Letícia então passa a viver com eles. E juntos passam a trabalhar em garimpo. Numa madrugada de lua cheia, Letícia sonha com seu pai que lhe pede para ir ao garimpo, levando sua peneira e garimpe num aluvião próximo ao pé de um tamarindeiro (sua fruta preferida). Para sua surpresa, após algumas garimpadas, eis que Letícia se depara com duas lindas pepitas de ouro. Muito esperta e sagaz, sabe fazer essa pepeitas lhe renderem um ótimo lucro. Deste lucro, Letícia passa a negociar com os garimpeiros e torna-se uma grande comerciante de ouro. Seu nome foi lenda por muitos e muitos anos.
Uma boa oferenda pra Letícia do Ouro, para se ter prosperidade é o seguinte: Embaixo de uma árvore frondosa (se for tamarineiro, melhor ainda) estenda um pano dourado, escreva em um papel branco o nome PROSPERIDADE, sete vezes, com caneta azul. Cubra tudo com folhas de hortelã e pulverise com açúcar cristal. Por cima, ponha um espelho redondo, neste espelho, pingue algumas gotas do seu perfume (o que você usa diariamente ou o que mais gosta). Prepare um buquê com flores 'sempre-vivas', margaridas e rosas ou flores amarelas. Faça um laço bem bonita com fita azul acetinada. Em volta despeje licor de tamarindo ou de pêssego (um copo é o bastante).Reze um pai nosso e ofereça a Cigana Letícia. Não é necessário acender velas. O restante do licor deixe na garrafa e leve para sua casa, e todas as quintas-feiras ou domingos, coloque um pouco desse licor em um cálice de vidro, com seu nome escrito em um pedaço de papel e na frente a palavra PROSPERIDADE. Ex: Eni ... PROSPERIDADE. Acenda uma vela amarela e outra azul, reze um pai nosso e ofereça para seu Anjo da Guarda.

terça-feira, 26 de maio de 2015

CIGANA CRISTAL

A respeito da Cristal- sabemos que é uma grande Falange desta Cigana
a quem trato de Eliana, é uma Cigana menina, que desencarnou por conta de uma grave infecção generalizada, desde cedo.

A partir dos nove anos de idade, Cristal tinha vidências e previa o futuro, muitas vezes desastrosas das pessoas que a cercavam.

Até os vinte e dois anos de idade, viveu o tormento dessa Mediunidade, morando e vivendo em vários lugares.

Considerando seu apreço à beira mar e as àguas dos rios.

Seus Médiuns geralmente são pessoas sencinveis, medrosas e sujestionadas.

Quem carrega a Cigana Cristal, deve se preocupar em trabalhar a alta estima, pois são muito influenciada, pela opinião de quem as cercam.

Quanto ao seu Clã, Ela mesmo não se permite falar.

Daí Ela canta assim:

Foi numa noite de lua
Noite de lua cheia
Ele seduziu a mulher
E a mulher a Ele se entregou
Antes que a lua se deitasse no horizonte
Antes que o dia amanhecesse
Iniciaram a minha existência
Mas como não se amavam
Me fizeram
Sou filha da paixão
E vivo a paixão

Sem perfume vêm do mato, das ervas que seduzem.

Sua cor preferida é o rosa, suas jóias sempre prateadas ou de ouro branco, com pedras de topázio.

Amados, estou falando da Cristal, que conheço, não querendo dizer com isso, que conheço todos os Espíritos da Falange da Cigana Cristal.

PELO ESPIRITO PHILLERMON - TRANSCRITO PELO MÉDIUM ALEX DE OXÓSSI

CIGANO PEDROVICK

É um cigano guerreiro, que desmancha magias negativas, adora o azulão e sempre traz na mão uma pena de pavão. Essa ave é a preferida desse cigano. Quando o pavão arma sua cauda, ele diz:

- Está desmanchada a magia negativa.

Sua fruta predileta é a manga-espada; é com ela que faz suas magias. Pedrovik tem um jogo que poucos conhecem: com quatro caroços de manga, ela fala do passado, presente e do futuro.

O cigano Pedrovik adora contemplar o Sol.

Ele tem uma reza que afasta os inimigos do caminho. Pedrovik não perdoa a quem ofende seus amigos – á ai que ele se torna possesso.

Do caroço da manga, ele faz um pó que sopra quando o vento é forte- essa é a magia contra os inimigos.

O cigano Pedrovik tem um mistério ligado à gruta de são Bartolomeu, onde estão o fundamento e a magia da mãe-cobra que é o arco-íris.

As pessoas que moram em São Salvador sabem certinho onde é esse lugar.

Retirado do Livro: Mistérios do Povo Cigano

Autoras: Ana da Cigana Natasha

Edileuza da Cigana Nazira

CIGANA SUNAKANA

A rainha Sunak é a rainha do ouro.

Usa saia feita com lenços das cores amarelo-claro, amarelo-ouro e amarelo-queimado.

Usa uma flor amarela natura ou rosas amarelas de pano, com brilho.

Sua tiara, que sai da altura das orelhas e faz um circulo em volta da cabeça, é uma trança de fitas em vários tons de amarelo, com fitas amarelas penduradas.

No pulso esquerdo leva um lenço semelhante a essa trança.

Uma blusa amarelo-claro, de mangas bufantes e com um babado em pontas no decote.

Leva um pandeiro enfeitado de fitas amarelas.

Suas jóias são um cordão com moedas amarelas penduradas, muitas pulseiras e anéis, uma argola de ouro e no tornozelo, uma corrente de ouro com um topázio

Essa cigana tem olhos castanhos esverdeados e cabelos castanhos claros cacheados.

Sua pele é morena clara, tem as mãos bem longas com dedos compridos e usa unhas longas e sempre bem cuidadas, não pintadas de vermelho, e, sim, de rosa claro.

Essa cigana é a dona das patacas (moedas) de ouro.

É protetora do ouro e da barriga das mulheres. Em Cuba, existe uma procissão de Nossa Senhora de lá Regra, onde Sunakana foi batizada nos rituais ciganos.

Seu dia é 08 de maio e ela é uma das favoritas de Santa Sara.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA DALILA E CIGANO MICHEL

 CASAL CIGANO

DALILA

Dalila....era uma bela cigana. Prometida a Michel desde o nascimento.

Viveu e morreu por ele.

Conhecedora das cartas e do futuro.

Não conseguiu prever o seu próprio destino.

Amada por todos e por Mauro, irmão de Michel .

Dalila não aceitava seu amor e viu a morte de Mauro nas cartas.

Prometida a Michel , o perdeu no dia do casamento

O jovem cigano foi ferido mortalmente vitima de uma tocaia de seus desafetos..

Porém...perto do fim..

.Michel e Dalila uniram o sangue e encontraram-se na espiritualidade

MICHEL

Homem de muitas mulheres, Michel perdeu a vida pelos seus deslizes.

O preferido do pai...era invejado pelos irmãos.

Estava escrito nas cartas,

Que não era de Mauro o irmão mais velho, o reino dos ciganos...

Duvidaram, mas estava escrito

Enfim o jovem Michel...esqueceu as mulheres e as noitadas

E tornou-se um verdadeiro cigano, após a morte do irmão mais velho

Que ele lutara para salvar.

Mas morrera em seus braços

Porém...pouco tempo teve ele para reinar...

Seu passado o perseguiu e a morte o encontrou.

Porém ele pode dizer a cigana que seu desejo era viver com ela para sempre

E assim fazem eles, vindo ao terreiro unidos pelo amor e pela fé.

Amigos, sou suspeito para falar dessas duas entidades de luz, mas só quem viu pode afirmar a pureza desta incorporação.

Eles chegam de mãos dadas, atendem seus filhos e partem como vieram, de mãos dadas.

Que Santa Sara continue iluminando o casal cigano

Psicografado pela medium Patricia Cavazzana da Silva

(Obrigado irmão  Gil por sua ajuda)

CIGANOS PABLO E THINNA

Essa é a mais linda e pura história que uniu
para sempre duas almas que, por um
imenso e eterno amor, jamais irão se separar...
Este amor tem a força de ultrapassar todas as fronteiras
pois nem a distância, o tempo e o esquecimento,
jamais terão forças para separá-los...

Pablo e Thinna se tornaram perante toda a aldeia e tribos
ciganas daquelas redondezas, os dois mais apaixonados amantes.
Este amor, puro como a luz do sol e a ternura da lua,
ultrapassou as fronteiras do tempo e da distância
entre os dois, permanecendo vivo até hoje, mesmo
estando Thinna nesse momento, encarnada entre nós
e Pablo, no plano espiritual.

De agora em diante, todos nós faremos uma maravilhosa
viagem guiados pela luz do sol e o brilho das estrelas,
para também fazermos parte desta linda estória
e sentirmos no peito, a força desse amor eterno...

Psicografado por Adilson Rocha

CIGANO BORIS

Boris é um cigano de cabelos grisalhos, com bigode e barba cerrada, moreno e de olhos verdes.

Usa calça azul-marinho e blusa branca.

Não dispensa seu colete de veludo vermelho e seu chapéu branco.

Quando fez a passagem para o plano não era mais um jovem, mas um ancião.

Ele era o conselheiro do seu grupo; foi Kaku (mago, sábio), que acabou seus dias só neste planeta.

Quando chega à Terra, ele pronuncia as seguintes palavras:

“Já fui novo, hoje sou velho;
já fui vencido e já venci;
já caí e me levantei;
já tive fome e me alimentei;
já chorei e já sofri;
já fui triste, hoje sou alegre;
já tive corpo, hoje sou um espírito;
já tive mulher, e no fim da vida vivi só.
Hoje tenho todos vocês em um só ideal.
Venho para ajudar, para lutar e retirar
barreiras dos caminhos para vocês
passarem.

Sou um espírito cigano igual a
outro qualquer, não sou melhor nem pior;
sou o cigano Boris que acabou de chegar.”

Nesse momento, ele pede um cálice de vinho tinto rascante e

oferece a cada assistente um gole, dizendo:

“Que este gole seja o remédio para solucionar
seus problemas e que, ao se misturar com seu
sangue, o purifique e leve ao seu cérebro a
calma e a paz para seu dia-a-dia.”

RETIRADO DO LIVRO COMO DESCOBRIR E CUIDAR DOS CIGANOS DOS SEUS CAMINHOS – AUTORA: ANA DA CIGANA NATASHA – EDITORA PALLAS

CIGANA IRIS

Esta cigana faz sua magia com as maçãs vermelhas.
Quando joga suas patacas(radem ou moedas), precisa ter uma maçã cortada em quatro partes.
É com esta maçã que ela confirma suas previsões.
A cigana Íris usa sempre um lenço vermelho noelos: é com este lenço que forra a terra para jogar as suas patacas.

Íris adora a cor vermelha, diz que é a força ardente das paixões, do amor e do sangue que corre nas veias dos seres humanos para que eles sobrevivam no planeta Terra.

Esta cigana tem um certo mistério, de que infelizmente não podemos falar.

Quem tem essa cigana, precisa tomar muito cuidado, pois foi da maçã que veio o pecado original da humanidade.

Ela não gosta de mentiras e não admite que as pessoas finjam estar incorporando seu espirito; quando isso acontece, dias depois a pessoa começa a ter dores de cabeça, tonteira e outros problemas de saúde.

Cuidado a meiguice da Íris, pois ela é perigosa quando está irada.

Cigana da saia estampada, seu saquinho contém 17 moedas antigas
amarelas, um rubí, que é seu cristal vermelho, e uma estrela de cinco pontas.

No braço, traz 17 pulseiras douradas e, nas orelhas, argolas dourados. Seu cordão contém 17 moedas pequenas penduradas.

É a cigana do jogo das patacas(moedas): tira o lenço vermelho da cabeça e coloca-o como toalha para jogar as moedas.

Sua fruta predileta é a maçã e a champanghe é sua bebida referida;
gosta de rosas vermelhas e fitas vermelhas penduradas no cabelo.

Seu pandeiro tem fitas e moedas penduradas.

Sua magia é feita com doce de maçã e maçã crua.

Suas oferendas são sempre colocadas em morro que tenha muito verde, no local mais alto; levam sempre maçã vermelha.

Sempre que uma pessoa levar maçã para ela, deve levar junto uma rosa vermelha; passe-a pelo corpo e jogue do alto do morro para baixo. pedindo que ela tire tudo de negativo de sua vida.

O banho de purificação que essa cigana ensina é feito com folha de maçã quinada, a maçã picadinha ou a casca de maçã.

Ela usa muito a simpatia da maçã para o casamento.

Retirado do Livro Mistérios do Povo Cigano de Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira E Como descobrir e cuidar dos ciganos dos seus caminhos de Ana da Cigana Natasha

CIGANA NAJARA

Vinha um homem montado em seu cavalo, no seu passeio costumeiro, naquela planície verde e linda, quando, num certo local, seus olhos viram uma mulher de cabelos longos, negros da cor de azeviche, olhos pretos e grandes, lábios muitodos, mas de um rosado natural, e pele muito clara fazendo contraste com a cor dos cabelos. Ela sorriu; ele aproximou-se e perguntou:
- Qual é o seu nome?
Ela respondeu: Sou Najara.
Desde este momento, o cavalheiro interessou-se pela moça. E, desde então, lá estava ele, todos os dias, naquele mesmo horário, ao nascer do Sol.
Depois de muitos dias, começou um romance entre o cavalheiro e a moça. Passado o tempo, ele disse para ela:
_ Querida, tenho de fazer uma viagem. Não sei se volto ou não.
Najara pegou sua mão e disse:
_ Nunca mais você vai me ver. O nosso amor foi muito bonito, mas irei perdê-lo.
Tirou uma moeda do seu colar e disse:
_ Leve isto, pois esta moeda é eterna, mas eu não sou.
O cavalheiro afastou-se. Najara olhou para o Sol e disse;
_ Lua de fogo, és a quentura que aquece a Terra. Obrigada por aquecer minha alma.
O tempo passou. O cavalheiro voltou e começou a procurar aquela moça tão linda. Quando avistou um lenhador, perguntou-lhe:
_ Conhece uma moça clara, de cabelos negros e olhos pretos, cujo nome é Najara?
O lenhador assustou-se com a pergunta. O cavalheiro insistiu e o lenhador disse:
_ O senhor está falando de Najara, a cigana, que lia o passado, o presente e o futuro. Senhor, essa cigana já esta morta há anos.
O cavalheiro disse:
- Você esta louco! ela me deu esta moeda! - E contou-lhe todo o romance coma linda moça. Ao terminar, o lenhador disse:
- Senhor, guarde esta moeda, pois isso é a proteção da Cigana mais linda que eu já conheci neste lugar. Ela, em vida, era a protetora dos injustiçados e conselheira no amor.
O cavalheiro disse ao lenhador:
- Quando eu a encontrei, estava com muitos problemas, principalmente no amor, pois tinha sofrido uma desilusão.

O lenhador disse:
- Guarde, então esta moeda com muito carinho, pois Najara irá ajudá-lo.
Quando chegou a casa, o cavalheiro recebeu a notícia de que uma de suas tias iria visitá-lo. Passados alguns dias, a tia chegou, vinha com a filha. Quando o cavalheiro chegou perto da prima para cumprimenta-la, levou um susto - era aquela moça q ele encontrara em seus passeios matinais, o mesmo cabelo, os mesmos olhos, lábios e cor clara. Mas na verdade era sua prima , que viera apagar o sofrimento que ele tivera com a noiva. Najara ajudou o cavalheiro a esquecer a traição. Dali começou seu romance, e vieram a casar-se. Quando nasceu a primeira filha, tinha o rosto de Najara. Então, ele disse:
- Está aí minha Najara.
Essa história foi psicografada pelo cigano Ramão, que em vida, foi o marido da Cigana Najara.

Autoras: Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana

CIGANA LEONI

Cigana menina, fala muito de plantas, pois é delas que faz suas magias. Adora o jasmim; diz que ele é originário da Índia.

Hoje, cultivada em quase todas as zonas temperadas, essa flor é valorizada há muitos séculos na antiga Pérsia.

Na China, é considerada sagrada.

Diz Leoni:

A essência dessa flor esta ligada á cura, á afetividade, á maternidade, ao rejuvenescimento e á sedução.

É dessa flor que Leoni faz casamentos e amarrações.

Essa cigana adora o cristal de aventurina, que contem sua energia.
Também gosta de tudo o que é verde, como a esmeralda.

As frutas das magias dessa cigana, depois de cinco dias, são enterradas embaixo de uma planta ou arvore frondosa.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANO IGOR

Sou um cigano errante, Filho do sol e da Lua,

Quando nasci, me batizaram , na beira do rio Eufrates, Falaram em meu pequeno ouvido, o meu nome secreto,

Me deram tantas virtudes, das quais me orgulho até hoje.

Andei por muitos caminhos, E não encontrei o que tanto procuro, Mas não me canso de buscar, apesar dos espinhos Que ferem os meus pés , quando ainda está escuro.

Sou o filho da Lua e do Sol, Um pássaro livre a voar,

Estou aqui, ali e acolá,

Realizo caminhadas, sem nunca sequer me cansar.

Pois meu destino é andar e voar.

Voô nos meus pensamentos E vou onde me leva o vento,

Vou ao encontro do amor, Que eu sei que existe em algum lugar.

Preciso de um amor, Para encantar meus dias, Que não me esqueça e me chame,

Que grite bem alto o meu nome e o repita mais vezes... Igor!...Igor!...Igor!....

Vem para mim, vem me amar!

Sou o Rei e sou o Príncipe, de um Reino Universal

Meu reinado nunca acaba, pois a minha coroa é a vida.

Meu reino é feito de amor, de paz e de puro êxtase!

Sou o caminheiro do tempo, pois faço qualquer roteiro.

Pois o importante é nunca parar.

Sou o primeiro e o último de todos os perseguidos

Honrado ou deprezado, odiado ou simplesmente amado.

Sou o ruído e o silêncio :

sou o pranto e a alegria.

Sou o eterno caminho, sou o menino do dia e o amante doce da noite,

Sou o alívio das dores, dos corações que amam, portanto se precisares,

Basta apenas chamar pelo meu nome, nunca esqueça,

o meu nome é Igor!

Me chame..., me chame..., me chame.

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CIGANA SÂMARA

Moça de cabelos cor de fogo: seu mistério é o fogo.

Adora fazer feitiços com o fogo e a Salamandra.

É com a brasa que ela tem a força.

Ela pega uma brasa na fogueira com as mãos e a coloca na boca.

Isso é o maior feitiço e a mais estranha magia.

Sâmara adora roupas coloridas, feitas de retalhos.

Sua blusa é sempre vermelha e no cabelo sempre leva uma flor também vermelha.

Traz na mão um cristal de jaspe sangüíneo.

Essa cigana tem a força do fogo; não usa cartas, dados ou moedas para suas magias.

Para revelar o passado, presente ou futuro, usa a chama de uma vela vermelha ou a labareda da fogueira.

Quem tem essa cigana precisa ter muito cuidado, pois se a tratar errado, ela ficará agressiva e tornará a vida pessoa um martírio.

Sâmara costuma invocar as salamandras e faz magia com o fogo, sal, pimenta, folha de corredeira-de-aluar, frutos, folhas e capim cheiroso.

Tudo isso é misturado e acrescentado a outras ervas.

Depois, ela embrenha-se no mato para levar sua magia.

Ela gosta de trabalhar na Lua minguante e também no dia 13 de cada mês, as 01:37 hs da manhã.

A cigana Sâmara tem uma cabeça de cobra seca, um sapo seco, um morcego seco e anda sempre com uma coruja cinza no ombro.

Essa coruja tem penduradas no pescoço varias fitas coloridas, cada uma com um guizo pequenino na ponta.

O nome dessa coruja é Feimi, que quer dizer

"Creia em mim¨.

É muito bonito o trabalho dessa cigana.

Só quem vê o seu trabalho é que pode avaliar sua energia.

Como essa cigana é feiticeira, seu trabalho é resolvido em uma hora e trinta e sete minutos.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR